Publicado por: Ariadne em: Novembro 3, 2009
A USCDC ( U.S. Centers for Disease Control) lançou um comercial nos EUA de duplo sentido: dois garotos na escola se encontram no corredor, trocam olhares, deixam aquela tensão no ar dando a entender que ambos são gays. A câmera dá um zoom na cintura dos rapazes, foca o bolso de um e eis que surge um maço de cigarro. Os dois entram no banheiro e daí vem todo o anúncio de que “fumar é gay”.
Em partes, a campanha afirma-se em estudos que comprovam que a maioria dos fumantes são gays, bem como em pesquisas que apontam que os jovens americanos tem mais medo de serem chamados de gay do que terem doenças como câncer e efisema. Que uó.
A campanha comete mais uma vez o famosso erro do Rótulo: se já não bastassem tacharem de lésbicas as mulheres que se vestem mais largadas ou que tem empregos ditos masculinos, tacharem os homens que se cuidam e andam na moda de gays, eis que agora lançam o estereótipo do Gay Fumante: se você fuma, você é gay ou lésbica segundo as entidades norte amercianas! Jesus, apaga a luz!
Por essas e outras que vejo que o Obama só fala e fala, mas cumprir com a palavra de proteger e dar mais direitos que é bom a comunidade LGBT nos Estados Unidos, NADA. Política infelizmente é assim: muita falácia, pouca ação; e o povo enganado como sempre.
Confiram o comercial no link abaixo, seguido de uma entrevista com o diretor da PSAs, Dr Michael Gaines, realizada no Today Now. Ah, sim… Em alguns momentos os jornalistas entrevistadores aparentemente aprovam a campanha homofóbica.
http://www.theonion.com/content/video/new_anti_smoking_ads_warn_teens
Publicado por: Ariadne em: Setembro 14, 2009
Olhando as estatísticas do Vida Queer encontrei um termo entre os mais pesquisados e que remeteu alguns usuários a este blog: cura do homossexualismo.
Ora bolas, enquanto houverem psicólogos sem moral, ética e inteligência, enquanto houverem fanáticos religiosos pregando mentiras e distorcendo dogmas e a Bíblia, enquanto a ignorância e a intolerância perseverarem neste mundo, milhares de pessoas continuarão e pesquisar no Google pela inexistente cura do homossexualismo.
Motivos pra quem vem aqui desistir de tal empreitada:
* HomossexualiDADE não se cura. HeterossexualiDADE também não;
* Ninguém vira homossexual, nem escolhe ser. Algum hétero escolheu ser heterossexual em alguma certa idade de sua vida? NÃO!;
* Se fosse doença, teríamos programas oficiais do Ministério da Saúde, SUS, OMS e qualquer outra entidade que cuide de saúde em nosso país ou no mundo afora;
* Para quem lê e segue a Bíblia a risca e cegamente sem se importar com interpretação de texto, fatos históricos e tantas outras coisas importantes acerca deste livro, vale lembrar deste trechinho singelo do The West Wing:
Pronto, taí um resultado mais mastigado o possível para quem procura pela cura de algo incurável. Parem de procurar agulha no palheiro, se joguem, se respeitem, sejam felizes e arrasem muito!
Publicado por: Ariadne em: Agosto 24, 2009
Mal Lúcia Facco lançou seu livro infanto-juvenil abordando a homossexualidade e eis que já surgiram comentários contra o livro. Pior ainda: comentários carregado de pré-conceitos e pura ignorância, sem o menor embasamento e argumentação realmente crítica.
O site Parada Lésbica noticiou que Matheus Viana, autor do blog evangélico Profecia (http://profeciaonline.zip.net/), criticou duramente a escritoa Lúcia Facco. Entre os dizeres do autor, destaque para:
“Nossa abordagem a este fato não deseja dar crédito ou qualquer importância a esta perniciosa iniciativa da escritora. Mas sim nos atentarmos á barbárie moral e intelectual que está sendo cometida contra a geração de hoje e de um futuro não muito distante.”
Matheus foi além. “Não é a primeira vez, infelizmente, que me deparo com matérias deste cunho. Já publicamos vários artigos sobre homossexuais que, não se contentando com a prática, querem disseminar, sob a falácia de um falso preconceito, esta devassa moral ao público infanto-juvenil. Tal medida nada mais é do que a imputação de uma ditadura camuflada pelo “louvável” intento de combate ao “preconceito”.
E resolveu se arriscar mais ainda com a sua denfinição sobre os homossexuais: “Tomam o papel de vítimas oprimidas por um totalitarismo imaginário quando, na verdade, eles é que são os ditadores da imoralidade”.
Lúcia Facco não deixou nada barato essa sequência de disparates escritos por Matheus. No dia 19 de agosto, Facco procurou a reportagem do site A Capa e enviou uma carta de desagravo, na qual pede a retratação ou a retirada imediata do texto do ar. No documento, a autora faz questão de ressaltar que o livro é, na verdade, sua tese de doutorado em Literatura Comparada, defendida e aprovada na Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), em 2008, e que a obra não pretende fazer “apologia e uma tentativa de conversão”, como afirma o blogueiro.
“Quando li o texto desse senhor, experimentei várias emoções. Primeiro fiquei revoltada. Depois refleti e percebi que textos assim não devem ser levados a sério, pois demonstram um grau de intolerância incomensurável, achando que seria melhor ignorar a questão. No entanto, agora estou em um novo momento e acho que não quero aceitar meu nome sendo denegrido, mesmo que por uma pessoa com um blog tão pouco visitado”, escreveu Lúcia em sua carta.
Outra coisa que indigna a todos nós é a quantidade de deturpações de princípios religiosos, citações bíblicas e muitos mais.
Vocês pode conferir todo esse enrosco em detalhes aqui: http://paradalesbica.com.br/2009/08/blog-evangelico-critica-lucia-facco/
Agora a opinião sincera do Vida Queer.
Há uma discussão gigante entre as pessoas que gostam de falar e pregar contra a homossexualidade, pois estas agarraram-se no poste do “não podemos falar nossas opiniões, que são contrárias, virou uma ditadura que muitos ignoram enxergar”. Já vi no site da BBC do Brasil algo assim, nos comentários a respeito de uma enquete: “pergunta capiciosa, se eu falar que sou contra vão me chamar de homofóbico”.
Pra começo de conversa, segundo o dicionário Michaelis Ditadura é: 1 Governo ou autoridade do ditador. 2 Nos modernos governos representativos, o exercício temporário e anormal do poder legislativo pelo poder executivo. Quando usamos a palavra “ditadura”, fazemos uma alusão a censura vivida num governo totalitário como foi a Ditadura Militar no Brasil, aonde fatos eram escondidos e falar contra os militares e o governo era proibido.
Pois bem, há uma ditadura contra os LGBT. Não podemos demonstrar afeto nas ruas, pois há o medo de um intolerante qualquer nos espancar o nos matar (vide casos na Rua Augusta e na Parada LGBT de São Paulo). Não podemos ser famosos e falar abertamente que somos homossexuais, pois aquele medinho e ignorância das décadas de 1970 e 1980 ainda pairam no ar (tanto que algumas celebridades só falam que são gays depois de um certo tempo de carreira e graças a corja da imprensa ensacionalista). E mais além adina: não podemos lançar um livro que aborda a homossexualidade, ainda mais na fase jovem, pois os Evangélicos interpretam isso como apologia descarada a homossexualidade.
Desde a Reforma, a livre interpretação da Bíblia foi “aberta”. Um professor de História que tive no pré-vestibular, que por sinal é formado em Teologia também, nos contou a respeito de um amigo Evangélico e que estudava com ele. Este amigo insistia que estava na Bíblia a obrigação dos homens usarem ternos e logo foi citando um trecho aonde, segndo ele, estava a obrigação prescrita pro Jesus. Pois bem, meu professor quase deu com a Bíblia na cabeça do colega, pois a palavra “terno” na passagem referia-se a “ternura”, não ao roupa (até proque naquela época Giorgio Armani ainda não estava vivo).
Graças a essa Reforma, temos inúmeras interpretações para a Bíblia. E pior que isso: quem tem uam interpretação se recusa em ouvir uma outra e mais ainda, isso abre margem para deturpações dos textos. Matheus fez a última coisa.
O brasileiro também sofre com Interpretação de Texto. Culpa do nosso “excelente” sistema de ensino. AOnde Matheus enxergou apologia a homossexualidade num livro que ele sequer leu, nós também não sabemos.
Há um texto para ser publicado no Vida Queer nesta semana, uma reflexão a respeito dessa discussão toda de liberdade de expressão, ditadura e cia. O nome do texto é “Os Filhos de Hitler”. No ensaio lembramos que enquanto o Nazismo vigorou na Alemanha, Hitler bombardeava as massas com todos os seus argumentos acerca da tal Raça Ariana, colocava os Judeus como escória da humanidade, bem como ciganos, homosseuxuais e qualquer outra pessoa que fugisse do padrão “Ariano”. E curiosamente uma de suas grandes bases era a Bíblia; muitas vezes Hitler afirmava que era de direito acabar com os Judeus, pois foram eles os verdadeiros culpados pela morte de Jesus Cristo.
Publicado por: Ariadne em: Agosto 24, 2009
A autora carioca Lúcia Facco concedeu uma entrevista ao site A CAPA, aonde ela fala a respeito do seu livro “Era uma vez um casal diferente”, lançado em Abril deste ano. O livro infanto-juvenil com temática homossexual.
Na entrevista, Lúcia explicou um pouco mais sobre sua obra. Confira ela clicando no link abaixo:
http://www.acapa.com.br/site/noticia.asp?codigo=8987

Era uma vez um casal diferente
296 página
R$59,60
Edições GLS, selo editorial do grupo Summus.
Publicado por: Ariadne em: Agosto 24, 2009
Dia 29 de agosto é o dia da Visibilidade Lésbica, e nele, terá a quinta edição da Caminhada Lésbica organizada pelas ativistas que tomará conta da cidade. Juntamente com a Caminhada, o dia contará com Sarais de Poesias e uma amostra de cinema.
Confira a programação abaixo:
4ª Mostra Lésbica de Cinema e Vídeo
Quarta, 26, 20h30
Local: Casa Roxa. QE 28, conjunto B, casa 13, Guará II
Oficinas
Sábado, 22, 14h30 – Oficina de batuques e cartazes.
Local: Casa Roxa. QE 28, conjunto B, casa 13, Guará II
Domingo, 23, 15h30 – Parada do Orgulho LGBT em Ceilândia
Qua, 26, 18h30 – Oficina da Lei Maria da Penha em casos de lesbofobia
Local: Casa Roxa. QE 28, conjunto B, casa 13, Guará II
Festa da Visibilidade Lésbica
Sexta, 28, 23h
Espaço Galeria, Conic
DJs Dona da Boca, She-ha e Xena, Holybitches, Nanda Linhares, Lara Luz , Jane e Renatinha
Piquenique no Parque
Domingo, 30, 11h, Parque de Águas Claras
Tema: vegetarianismo e feminismo têm a ver com lesbiandade no quê?
5ª Caminhada Lésbica de Brasília
Concentração: Estacionamento sul da Torre de TV, a partir das 14h30.
Encerramento na Praça Zumbi dos Palmares (Conic), com shows de: Ellen Oléria, Beatriz Águida, Michelle Lara, Electro Domesticks, BSB Gilrs, Kris Maciel.
FONTE: Parada Lésbica
Publicado por: Ariadne em: Julho 31, 2009
Cleide, em comentário do post “Sula Miranda vs Thammy”
Você crê em Deus?E em sua palavra?(A biblia).
Não quero descutir religião, mas quero deixar claro que nós evangélicos não condenamos a pessoa que pratica a homoxexualidade, tememos a Deus e cremos em sua palavra:No principio era o verbo(palavra)o verbo estava com Deus e o verbo era Deus.joão 1.1
Na biblia tem versiculos que comentam a respeito disso como em:Gênesis 19.4,5; Levítico 18.22; 20.13,23; 2 Reis 23.7; Ezequiel 16.49,50; Mateus 7.21-23; Romanos 1.16, 26,27; 1 corintios 6.9,10; 6.12-20; 1 Timóteo 1.8,10,11; 2 Pedro 2.6-9. Tudo o que ocorre ”hoje” está nas mãos de Deus, e só Ele pode fazer algo acontecer na vida de uma pessoa!
Olá, Cleide!
Pela primeira vez vejo um comentário religioso que respeita o próximo, sem atacar ninguém com argumentos xulos. Muito menos você apareceu aqui da mesma forma que muitos dos seus parceiros religiosos insistem em aparecer em comunidades, sites e blogues LGBT, tentando nos converter a força a sua fé. Parabéns, continue assim e é um prazer ter o seu comentário no Vida Queer!
O Vida Queer também não está aqui para discutir religião, para pregar, muito menos para difamar. Porém, quando surgem pontos em cada dogma, em cada crença, que abordem a homossexualidade iremos discutir aqui sempre de forma civilizada e respeitadora. No caso da notícia da Thammy e de sua tia Sula Miranda, não houve qualquer discussão religiosa, apenas foi mostrado que Sula converteu-se e agora é Evangélica e que “ataca” a sua sobrinha Thammy Gretchen, ora utilizando a religião ora utilizando sua falta de conhecimento.
Crer em Deus não significa acreditar na Bíblia (isto na minha concepção). Sei que todas as religiões cristãs tem na Bíblia o amparo de seus dogmas, mais ou menos a essência de cada religião cristã. Leia o resto deste post »
Publicado por: Ariadne em: Julho 27, 2009
Thammy, filha de Gretchen e sobrinha de Sula Miranda, é assumidamente homossexual. Lembro de uma vez numa balada daqui de São Paulo: a euforia que ela causou entre algumas meninas que mais pareciam ter ido a um show da Ana Carolina (eu não a vi e mesmo que tivesse visto não teria tido todo esse frenesi, nada contra a Thammy, sou assim com qualquer pessoa famosa).
Sula Miranda apareceu uns dias atrás no programa da Sonia Abrão, outra apresentadora que cai na minha depreciação por contar com uam equipe de “especialistas” duvidosos – como o psicólogo que sempre fala homossexualismo ao invés de homossexualidade. O vídeo está disponível lá no site da Rede TV (cliquem aqui para ver o vídeo direto de lá ).
Num quadro do programa, foi perguntada a tia da Thammy se ela se decepcionou ao saber que a sobrinha é homossexual. Ponto positivo para Sula Miranda por não ter sido nada hipócrita ao admitir que decepcionou-se sim (melhor ser sincera do que ficar falando mentiras). E ponto mais do que negativo ao enfatizar que “pra quem não seria uma decepção tal revelação, ainda mais vindo de alguém que você ama a criou” e “não tem quem reaja bem a uma revelação como esta” e foi mais além ao dizer que “foi escolha errada” e que ela não aceita e não respeita (mas vai levando). Leia o resto deste post »
Publicado por: Ariadne em: Julho 15, 2009
Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/upload/noticia/4_60_73471.shtml
A psicóloga carioca Rozângela Alves Justino está com o cerco fechado: O Conselho Federal de Psicologia está estudando se cassa ou não o seu registro profissional, visto que ela encara a homossexualidade como doença e oferece terapias de conversão aos clientes. O pedido de cassação foi feito por associações LGBT e endossada por cerca de 71 psicólogos.
Vale lembrar ou informar que o Conselho proíbe há 10 anos que psicólogos tratem a homossexualidade como doença passível de cura.
Lamentável, mas existe profissional, se é que podemos chamar a dona Rozângela assim, que pensa que homossexualidade é doença e que nos “tornamos” assim “porque (os homossexuais) foram abusados na infância e na adolescência e sentiram prazer nisso”. Pior ainda, que mistura a religião dela com o cerco profissional – ela é evangélica e orienta seus pacientes homossexuais a procurarem a igreja.
Apesar do Conselho proibir há 10 anos que psicólogos tratem a homossexualidade como doença passível de cura, nenhum profissiona lda área teve seu registro cassado até hoje em terras tupiniquins (vários já devem ter sido denunciados, não é possível que cada homossexual vá a um analista, escute que é doente e deixa por isso mesmo). Ou seja, dona Rozângela pode (e deveria) ser a primeira profissional da área a sofrer esse tipo de punição.
Gente, quando vocês procurarem um psicólogo e este agir como se fossemos um bando de doentes, por favor, faça valer os seus direitos: denuncie o profissional ao Conselho Federal de Psicologia! Uma voz pode sim fazer toda a diferença!
Publicado por: Ariadne em: Julho 4, 2009
Nesta quinta-feira, dia 03 de julho, o Supremo Tribunal Federal recebeu uma ação ajuizada pela Procuradoria-Geral da República solicitando que uniões entre pessoas do mesmo sexo sejam reconhecidas em todo o País. Na visão da PGR, casais homossexuais devem ter os mesmo direitos e deveres já garantidos aos héteros em relação estável. A autora da ação é a procuradora-geral Deborah Duprat.
Caso a ação seja julgada procedente, homossexuais em relação estável terão direito, por exemplo, à herança e pensão alimentícia em caso de morte do companheiro.
Fonte: http://mixbrasil.uol.com.br/mp/upload/noticia/6_76_73374.shtml
Já tinha passado a hora de acontecer. Esta ação deve ser mais que comemorada. Vamos acompanhar e torcer para que ela seja aprovada.
Publicado por: Ariadne em: Julho 2, 2009
Só agora uma pesquisa apontou algo que todos que sofreram e sofrem intolerância em sala de aula sabem muito bem: a intolerância piora desempenho em sala de aula. A pesquisa foi realizada em 2008 pela FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) a pedido do Ministério da Educação, tendo ouvido cerca de 18.600 pessoas, entre alunos, pais, diretores, professores e funcionários de 501 escolas de todo o Brasil.
O estudo teve seu resultado divulgado no mês passado e concluiu que quanto mais preconceito e práticas discriminatórias existem em uma escola pública, pior é o desempenho de seus estudantes. A situação desse desempenho fica ainda pior quando as vítimas de zombaria são os professores. Entre os alunos, os principais alvos são, na ordem, negros, pobres e homossexuais.
Os dados utilizados para se chegar a essa conclusão são os resultados da Prova Brasil de 2007, exame de habilidades de português e matemática feito por alunos da 4ª à 8ª série do ensino fundamental da rede pública. Observa-se que aquelas escolas que tiveram as notas mais baixas na Prova são justamente as que mais apresentaram aversão às diferenças na pesquisa.
SocialVibe